É incrível o quão rápido fazemos
certos planos com alguém que tão mal conhecemos… a quantidade de informação que
partilhamos e os sentimentos que são verbalizados e demonstrados… E para quê?!
Amorosamente falando, olho para
trás e perco a conta dos momentos que senti pequenas atracções, seja físicas ou
intelectuais, que na altura atribuí
grandes significados, mas que agora não passam disso mesmo, meros momentos.
Às vezes, perdida nos meus pensamentos, tomo consciência do quanto é-me complicado sentir real interesse por alguém. Se,
inicialmente, reina o entusiasmo, a alegria, a excitação, a vontade de
partilha, com o passar do tempo tudo começa a desvanecer, a desaparecer, como o
sol em dias de chuva, sem promessa de melhoras. Talvez sejam
as expectativas, as idealizações, as fantasias, a carência…
É engraçado o número de pessoas
que passam pela nossa vida, num vai e vem constante. Pessoas que pensámos que
ficariam para sempre, pessoas a quem chamámos de amiga, amigo, namorado,
namorada, amor. Pessoas que agora passam por nós e baixam a cabeça numa
tentativa, vã, de passarem despercebidas.
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