terça-feira, 9 de abril de 2013

Do Céu Estrelado surgiu a Tempestade


A pensar que esta seria uma semana algo diferente, apenas na companhia da minha mãe e do meu computador num sítio sem televisão, sem rádio e sem internet… Que iria conseguir descansar, descomprimir e libertar o stress, acordando todos os dias com esta lindíssima paisagem...
                                             
Oh, como estava enganada
Durante aquela habitual conversa, que por sinal adoro (ou não), do como tens estado, do que tens feito, como estão a correr as coisas, e de namorados… No meio de toda aquela conversa que já estava a aborrecer-me e a deixar-me incomodada, juntamente, com aquele olhar de desdém que me era lançado, eis que surge este comentário “Devias deixar de ser assim tão encolhidinha e ser mais floreada, devias ser como a tua prima, quando ela entra numa sala todos reparam nela”….
Na minha cabeça a resposta que se formou foi:
Adoro quando as pessoas, que mal me conhecem, pensam que me conhecem e que podem dizer-me para ser assim ou assado ou que sou X ou Y. E o facto deste tipo de comentário provir de alguém da tua própria família é ainda pior. Até há pouco tempo, ser da família significava compreender, respeitar, aceitar a outra pessoa tal como ela é e não querer que ela fosse diferente, não querer mudá-la e muito menos andar a fazer comparações… Que eu saiba diz-se que o ser humano é único por algum motivo! Qual o mal de ser mais calada em certas circunstâncias?!! O que há de errado estar mais na defensiva quando não me sinto tão à vontade com as pessoas?!! Que eu saiba nenhum… Para ti, era preferível que fosse mais “floreada”, que fosse aquele género de rapariga que quando entra num lugar todos viram a cabeça para olhar para ela, que mal entra as pessoas sentem a sua presença… Pois bem, aqui vai uma coisa que não sabes… Sou capaz de fazer tais coisas, sou capaz de “iluminar” uma sala só com a minha presença, com a minha boa disposição… Aliás quem me conhece sabe que aprecio uma boa festa, uma boa conversa, uma boa piada, aliás sou conhecida por isso mesmo… Apenas acho que existe um local e uma altura certa para ter esse tipo de comportamentos… Não há necessidade de ser sempre uma pessoa vistosa, de ser o centro das atenções. Para mim, essas pessoas são tristes, são pessoas que se sentem sozinhas, carentes que necessitam dessa atenção para viverem as suas vidas. Vidas que são uma ilusão, pois, no fundo, não estão a ser elas próprias.

Falaste de mim como se eu não tivesse iniciativa para nada, como se eu não tivesse opinião sobre nada… Mais uma vez, tremendamente enganada… Talvez a culpa por pensares isso seja minha, mas, apesar de tudo, nunca me deste provas de merecer conhecer-me, de saber quem realmente sou… Sei que moramos longe, que apenas nos vemos em épocas festivas ou noutras situações familiares e que ouves apenas o que certa pessoa te conta, mas nunca deverias apontar o dedo a ninguém, muito menos a alguém que nunca fez nada de errado para com a família. Talvez devesses olhar melhor para ti e para quem te rodeia…

Mas o que, na realidade, disse foi um simples “Não tenho necessidade de ser assim, não preciso que notem a minha presença nesse sentido” Ao que ela me responde “Mas devias” e a conversa ficou por ali…

E vocês agora poderiam dizer/perguntar, e com toda a razão, mas porquê ficares tão incomodada com esses comentários se essa pessoa nem te é assim tão próxima?! Ou talvez ela não tivesse essa intenção?!

Ao que respondo, têm toda a razão, mas mesmo assim custa ouvir tais comentários de alguém que te viu crescer, que passou todos os natais contigo, que passou algumas temporadas de verão contigo, que te liga quando fazes anos, que foi ter contigo às urgências sempre que foi preciso… que te chama de Sobrinha e a quem tu chamas de TIA… Mas, talvez, a causa principal de tanto incómodo foi por virem da parte de alguém que não estava à espera, foi sentido como uma bofetada.

Até podia não ter tido essa intenção, mas foi sentida como tal… Não tenho necessidade de ser igual a ninguém, nunca tive e espero nunca vir a ter, sempre gostei de ter opiniões próprias, sempre gostei de ser verdadeira comigo (com a minha essência) e com os outros… Posso estar errada, mas este é o único caminho que conheço…

 
Mas querem saber qual o pior nisto tudo? A minha mãe esteve a meu lado durante toda esta conversa e nada disse…     


Mas ironia das ironias… o meu dia terminou com uma mensagem no telemóvel que dizia… “Gosto tanto de ti e tu nem imaginas o quanto”


 (01-04-2013 a 08-04-2013) By KekoaTan

Sem comentários:

Enviar um comentário